Hoje o Rei do Pop, conhecido também como Michael Jackson, completaria 51 primaveras de muito sucesso, dor e escândalos. Infelizmente uma overdose de medicamentos interrompeu, no dia 25 de junho desse ano, a vida alucinada de MJ, como revelou a sua autópsia.
Michael completaria a idade do meu pai no dia de hoje. Viver sem o meu pai seria uma tarefa difícil. Ele me ensinou a escrever e a gostar de jornal, ensinou-me a corrigir o português das pessoas, riu das minhas piadas mais estúpidas, alugou os melhores filmes que eu já vi, apresentou-me ao mundo musical, deu-me noções de amor e carinho que criaram o meu lado mais doce e humano. Perdê-lo não seria difícil, seria impossível.
Creio que o vazio que Michael Jackson criou foi similar a esse, só que não atingiu somente a mim.
Dançarino, cantor, compositor, ator, diretor, homem, criança, gênio. Vários deles em um só: branco e negro, dor e sorriso, luta e glória, vergonha e amor. Por um determinado período, Michael se viu perdido em meio a tantos sentimentos conflitantes vindos de todo o mundo. Pessoas o acusavam, defendiam-no, apontavam-no. De suburbano a rei, o mito virou um ser humano questionável, indecifrável e, às vezes, temido. E a dor aumentava: espiritual e física.
Sua morte criou um buraco-negro no imaginário mundial. Foi-se um criador, uma lenda, o pai de uma geração. MJ ensinou para uma legião de fãs – seus filhos – o valor do amor e da música, e como a relação dessas duas forças é íntima, indestrutível e vital.
Parabéns por ter transformado 51 em um número infinito, Michael Jackson! Desejo que você já não sinta mais dor como outrora.
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